Artéria coronária direita (CD) RCA_MID

Infarto inferior isolado (RCA média)

Guillermo Nimubona Castrillo
Graduado em Medicina · Consultor de Inteligência Artificial
Via editorial:

Documentação técnica do modelo. Sem revisão por especialista em Cardiologia.

Última revisão técnica:

Também conhecida como: Infarto inferior isolado (CD média) · coronária direita média · CD média · RCA média · infarto inferior · SCACEST inferior · inferior STEMI · IAMCSST inferior · infarto diafragmático · mid RCA STEMI

O que esta página documenta

Esta página descreve a parametrização hemodinâmica e espacial do modelo computacional de oclusão da artéria coronária direita média (RCA_MID) integrado ao MioAtlas. Expõe com precisão os coeficientes geométricos de perfusão, os segmentos miocárdicos comprometidos segundo a segmentação tomográfica padronizada e as regras de projeção eletrocardiográfica para as derivações diafragmáticas. Este conteúdo é documentação técnica de software e simulação computacional; não constitui diretriz de prática clínica ou protocolo assistencial para pacientes reais.

Parâmetros do modelo

Os valores numéricos e topológicos atribuídos à entidade RCA_MID no catálogo coronariano (src/coronaries/catalog.ts) estruturam-se nos seguintes parâmetros:

Parâmetro Valor no motor Unidade Descrição anatômica e funcional
targetCurve COR_RCA — Linha central vascular tridimensional da artéria coronária direita no sulco atrioventricular direito.
offsetFactor 0.52 proporção Local de oclusão situado a 52% do comprimento arterial, distal aos ramos marginal agudo e ventricular direito.
ahaSegments [4, 10, 15] segmentos AHA Segmentos miocárdicos comprometidos: 4 (inferior basal), 10 (inferior médio) e 15 (inferior apical).
phenotype CLASSIC_STEMI — Morfologia de lesão transmural aguda clássica com supradesnivelamento convexo do segmento ST.
affectedLeads (RIGHT) II, III, aVF — Derivações que exibem corrente de lesão direta e elevação do ponto J na anatomia coronariana com dominância direita.
reciprocalLeads (RIGHT) I, aVL — Derivações laterais altas que demonstram infradesnivelamento recíproco do ST na dominância direita.
flowRate 0.05 normalizado Fração de fluxo residual distal à obstrução luminal completa no leito pós-oclusão.
perfusion 0.10 normalizado Perfusão tecidual efetiva dentro da área miocárdica em risco representada na malha 3D.
ischemiaCenters [0.006, -0.044, -0.012] coords. rel. Centro do elipsoide 3D de isquemia/necrose na parede diafragmática do ventrículo esquerdo.
ischemiaRadii [0.026, 0.024, 0.024] eixos do elipsoide Semieixos espaciais para dispersão do vetor de gradiente de potencial de repouso celular.

Origem de cada valor dos parâmetros

Os limites anatômicos e as projeções vetoriais para esta entidade são respaldados pelos seguintes consensos científicos:

  1. Definição de necrose transmural e desvios do ST: Os limiares de elevação patológica do ponto J nas derivações inferiores (≥ 0.1 mV nas derivações contíguas II, III e aVF) e alterações recíprocas em I e aVL seguem os critérios da Fourth Universal Definition of Myocardial Infarction (Thygesen et al., 2018).
  2. Distribuição territorial e correlações de derivações: Manifestações no ECG de derivações inferiores e correlação com a oclusão da RCA média alinham-se às recomendações da AHA/ACCF/HRS em Wagner et al. (2009).
  3. Nomenclatura segmentar miocárdica (segmentos 4, 10 e 15): A atribuição das paredes inferior basal, média e apical ao território distal da RCA na dominância direita adere estritamente ao modelo de 17 segmentos de Cerqueira et al. (2002).
  4. Calibração do monitor e registro vetorial: A exibição visual em grade padrão a 25 mm/s e 10 mm/mV satisfaz os padrões de instrumentação documentados por Kligfield et al. (2007).

Como é modelado

Ao selecionar RCA_MID, o motor coronariano estabelece uma oclusão completa na porção média da artéria coronária direita (offsetFactor = 0.52). Estando situada distalmente às origens dos ramos ventriculares direitos, o ventrículo direito mantém sua perfusão preservada, isolando a isquemia aguda exclusivamente à parede diafragmática do ventrículo esquerdo.

O elipsoide isquêmico induz uma diferença de potencial transmembrana durante a fase 4 e a fase 2 do potencial de ação através dos segmentos 4, 10 e 15. Este vetor de lesão aponta inferiormente e para a direita (+120° no plano frontal), gerando supradesnivelamento proeminente do ST na derivação III (maior que em II), supradesnivelamento do ST em aVF e infradesnivelamento recíproco nas derivações laterais opostas (I e aVL). A malha miocárdica 3D renderiza em tempo real uma coloração violácea sobre a zona hipoperfundida.

O que NÃO é reproduzido

O simulador concentra-se na correlação anatômico-elétrica macroscópica. Os seguintes fenômenos complexos são explicitamente omitidos:

  • Complicações mecânicas valvares: Necrose isquêmica do músculo papilar posteromedial e insuficiência mitral aguda grave não são calculadas nas equações hemodinâmicas de pressão.
  • Indução reflexa de bloqueio atrioventricular: Em pacientes reais com dominância direita, a oclusão proximal ou média pode comprometer a artéria do nó AV na crux cordis; o simulador mantém o ritmo basal independente sem bradicardia ou bloqueio AV espontâneos, a menos que acionado manualmente.
  • Circulação colateral dinâmica: O fluxo colateral septal retrógrado protetor da artéria descendente anterior (classificação de Rentrop) não é modelado.
  • Fenômeno de no-reflow: Lesão de reperfusão microvascular após angioplastia transluminal percutânea virtual não é simulada.

Variantes interativas

Explore diferentes condições hemodinâmicas e variantes anatômicas pré-configuradas no simulador:

Entidades relacionadas para comparar no simulador

Para contrastar este território com oclusões coronarianas direitas e esquerdas alternativas no visualizador 3D:

Fontes e referências bibliográficas

  1. Thygesen K, Alpert JS, Jaffe AS, et al. (2018). "Fourth Universal Definition of Myocardial Infarction (2018)". Eur Heart J.
  2. Wagner GS, Macfarlane P, Wellens H, et al. (2009). "Recommendations for the standardization and interpretation of the electrocardiogram: Part VI: Acute ischemia/infarction". Circulation.
  3. Cerqueira MD, Weissman NJ, Dilsizian V, et al. (2002). "Standardized myocardial segmentation and nomenclature for tomographic imaging of the heart". Circulation.
  4. Kligfield P, Gettes LS, Bailey JJ, et al. (2007). "Recommendations for the standardization and interpretation of the electrocardiogram: Part I: The electrocardiogram and its technology". Circulation.